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quarta-feira, 11 de maio de 2011

CINE SESC CARUARU

CINESESC de Arte para Adultos

11/05 – Quarta – FESTA – 19:30
(BRASIL, 1989, COMÉDIA/DRAMA, COR, 87’)

Sinopse
Um tocador de gaita, um jogador de sinuca, e o velho assistente deste são contratados para animar uma festa numa mansão e ficam aguardando um chamado no salão de jogos da casa, sem serem admitidos ao andar superior, onde acontece a festa. Durante a espera, eles discutem sua situação e têm contato com garçons e empregados todos dirigidos por um mordomo autoritário.

Classificação Etária
/16 ANOS



25/05– Quarta – ESTÔMAGO – 19:30
(BRASIL, 2008, DRAMA, COR, 112’)

Sinopse
Na vida há os que devoram e os que são devorados. Raimundo Nonato, o protagonista de ESTÔMAGO, se arranja, ao invés disso, por um caminho todo seu, um caminho à parte: ele cozinha. Nonato é um dos muitos migrantes que partem em direção à cidade grande na esperança de conseguir uma vida que lhe permita, no mesmo dia, almoçar e jantar. Contratado como faxineiro em um bar, Raimundo descobre seu talento nato para cozinha e, com suas coxinhas, transforma o boteco em local de sucesso. É Giovanni, o dono de um conhecido restaurante italiano da região, quem primeiro intui os dotes de cozinheiro de Nonato e muda sua vida, contratando-o como ajudante de cozinheiro. Assim acontece para Nonato a descoberta da cozinha italiana, das receitas, dos sabores e, como não poderia deixar de ser, do vinho.

A vida de Nonato muda, inicia-se sua afirmação no mundo: uma casa, roupas, relacionamentos sociais e, sobretudo, o amor de uma mulher, a prostituta de bom apetite Íria, com a qual estabelece uma ancestral relação de sexo em troca de comida.
O talento de Nonato na cozinha também é logo descoberto pelos seus companheiros de cela. Para eles e para seu violento chefe, Bujiú, a chegada do novo companheiro na cela é a salvação pois logo o miserável rancho da cadeia se transforma em pratos exóticos. Nonato, à sua revelia, passa então a ser conhecido como Alecrim, e com esse apelido começa também a sua escalada ao poder.

Como e porque Nonato acabou na cadeia, isto não sabemos. Esta é uma pergunta que será respondida só no final da história, quando se descobrirá o delito cometido por este homem e se completará seu aprendizado. Pois Nonato, apesar de sua ingenuidade e simplicidade, rapidamente aprende as regras da sociedade dos que devoram ou são devorados. Regras que ele usa a seu favor, porque mesmo os cozinheiros têm direito a comer sua parte - e eles sabem, mais do que ninguém, qual é a parte melhor.
Uma fábula nada infantil sobre o poder, o sexo e a culinária.

Classificação Etária/16 ANOS


Criança no CINESESC

25/05
– Quarta – O PEQUENO NARIGUDO – 15:00
(RUSSIA, 2003, ANIMAÇÃO, COR, 79’)

Sinopse
Uma bruxa precisa da ajuda de um adorável menino para realizar seus sinistros planos de conquistar o mundo. Irritada com a recusa do garoto, ela lança uma maldição que transforma sua vida. Um dia, porém, ainda sob o efeito da maldição, ele foge do castelo e salva a vida de um ganso - que na verdade é uma linda menina também sob encanto. Os dois se unem para desfazer os feitiços e acabar com os planos da malvada bruxa. Baseado nos clássicos contos do escritor Wilhelm Haulf, é o primeiro longa-metragem de animação produzido na Rússia nos últimos quarenta anos.

Classificação Etária/LIVRE

ENTRADA GRATUITA
* Fazemos agendamento para escolas *


SESC CARUARU - Setor de Cultura
LOCAL: Teatro Rui Limeira Rosal - Sesc Caruaru
ENDEREÇO:
Rua Rui Limeira Rosal, s/n - Petrópolis - Caruaru/PE.
INFORMAÇÕES: 81. 3721.3967 (ramal 35) culturasesccaruaru@gmail.com

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mostra Rui Limeira Rosal de Teatro e Dança

HOMENAGEADO
Dramaturgo e Encenador Vital Santos


Programação

11/03 - 27/03/2011
Sexta a domingo Teatro


11/03 - Rua do Lixo 24 - Caruaru - 20h (direção - Walter Reis)
12/03 - Auto da Compadecida - Caruaru - 20h (direção - José Carlos)
13/03 - Auto da Compadecida - Recife - 20h (direção - Marco Camarotti)

18/03 - As Herdeiras - Caruaru - 20h (direção - Lucas Neves)
19/03 - A Luz da Lua os Punhais - 20h (direção - Gabriel Sá)
20/03 - Os Saltimbancos - 16h (direção - Nildo Garbo)

25/03 - 111 - Caruaru - 20h (direção - Emerson Deyvison)
26/03 - A Morte do Artista Popular - Recife - 19h e 21h (direção - Antônio Cadengue)
27/03 - A Canção de Assis - Caruaru - 16h (direção - Moisés Gonçalves)

Mediação - Roberto Lúcio


31/03 - 03/04/2011
Quinta a domingo Dança

31/03 - EUS - Caruaru - 20h (direção - Sheyla Karina)
01/04 - Cardápio do Corpo (Intervensão Urbana) - Caruaru - 16h (coreografia e produção - Marcus Mercury).
01/04 - Catrevage - Caruaru - 20h (direção - Benício júnior)
02/04 - Esbórnia - Cia. de Dança do Sesc Petrolina - 20h (direção - Jailson Lima)
03/04 - Intercambio de grupos - 9h às 12h e 14h às 17h (Cia. de Dança do Sesc Petrolina e Grupo Andanças do Sesc Caruaru).

CIRCUITO PALCO GIRATÓRIO - TEATRO

03/04 - A Galinha Degolada - 20h (Santa Catarina)

Ingressos

R$ 10 (inteira)
R$ 5 (meia entrada)

Local

Teatro Rui Limeira Rosal - Sesc Caruaru
Rua Rui Limeira Rosal, s/nº - Petrópolis, Caruaru - PE
Informações: 81 3721.3967

http://www.sescpe.com.br/.

domingo, 5 de setembro de 2010

SONORA BRASIL 3ª ETAPA/2010 Sesc Caruaru

O projeto SONORA BRASIL – Formação de Ouvintes Musicais é um projeto temático que tem como objetivo desenvolver programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil.

Em sua 13ª edição o projeto apresenta como tema MÚSICA BRASILEIRA DO SÉCULO XX – A OBRA DE CLAUDIO SANTORO E GUERRA-PEIXE. Esses dois compositores cumpriram importante papel na estruturação das bases da música erudita contemporânea no Brasil a partir da relação que mantiveram com o Movimento Música Viva, que a partir de 1939 movimentou a cena musical do país sob a liderança de H. J. Koellreutter, com o objetivo de estudar e difundir o dodecafonismo, técnica de composição que naquela época representava a vanguarda musical na Europa.

Em quatro etapas o projeto apresenta quatro formações distintas que apresentarão a obra dos dois compositores em programas que buscam mostrar a evolução de suas obras, confrontando o período em que se dedicaram ao dodecafonismo com o período posterior, o nacionalismo, em que buscaram valorizar elementos da música genuinamente brasileira. Representando três estados do Brasil e o Distrito Federal, o Quarteto de Brasília (DF), o Quinteto Latino-Americano de Sopros (PB), o Quinteto Leão do Norte (PE) e o Conjunto GYN Câmera (GO), realizarão os concertos em mais de 90 cidades do país.

Cumprindo sua missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra de fundamentação artística não-comercial, o SONORA BRASIL consolida-se como o maior projeto de circulação musical do Brasil. Em 2010 são 340 concertos, a maioria em cidades distantes dos grandes centros urbanos. A ação possibilita às populações o contato com a qualidade e a diversidade da música brasileira, e contribui de forma significativa para o conjunto de ações desenvolvidas pelo SESC com vistas à formação de platéia. Para os músicos, propicia uma experiência ímpar, colocando-os em condição privilegiada para a difusão de seus trabalhos e o consequente estímulo a suas carreiras.

O projeto SONORA BRASIL busca despertar no público um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão de música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico que valorizam a pureza do som e a qualidade das obras e de seus intérpretes.


Conjunto GYN Câmera
O grupo foi formado especialmente para esta edição do projeto Sonora Brasil tendo como propósito a apresentação de duetos, solos e obras para Canto compostas por Santoro e Guerra-Peixe. A base do grupo é formada por músicos professores da Universidade Federal de Goiás – UFG reconhecidos como importantes divulgadores da música de concerto e como formadores das novas gerações de músicos na região. Completam o grupo músicos que desenvolvem sólida carreira como solistas e como integrantes de orquestras e conjuntos de câmera na capital federal.


Ângela Barra – Voz
Natural de Goiânia, graduou-se pelo Instituto de Artes da Universidade Federal de Goiás. É Mestre em Artes e Doutora em Música pela Indiana University. Detentora de vários prêmios em concursos de nível nacional e internacional, Ângela atua como solista de coros e orquestras. Como recitalista, integra o Duo Barra com sua mãe Heloisa e apresenta-se com os pianistas Ana Flávia Frazão e Ricardo Ballestero. Vários de seus alunos foram premiados em concursos de nível nacional e internacional. Ângela é professora da Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás.


Billy Geier – Viola e Violino

Primeiro violino do Quarteto Itamaraty , participou de diversos master classes com grandes professores como Ole Bohn, Rainer Moog, entre outros. Em 2008 esteve em Milão aprimorando seus estudos com Cláudio Pavolini. É músico da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional desde 2000 onde foi chefe do naipe das violas por dois anos. Como camerista se apresentou com o Quarteto de Brasília e com grandes nomes como Daniel Guedes, Jed Barahal, Omar Guey e Jonathan Cooler. Como Solista, esteve à frente da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional na execução da sinfonia concertante de Mozart.

Eduardo Meirinhos – Violão
Violonista clássico com performances pela América do Sul, Europa e Estados Unidos. Recebeu inúmeras premiações em concursos nacionais e internacionais. Formou-se na Alemanha na Staatliche Hochschule für Musik und Theater Hannover (1989); é Mestre pelo Departamento de Musica da USP (1997) e Doutor pela School of Music da Florida State University (2002) EUA. Eduardo é professor na Escola de Música e Artes Cênicas da Universidade Federal de Goiás, UFG e gravou os CDs Radamés Gnattali Sonatas e Sonatinas (1997) e Eduardo Meirinhos em Recital (2007).

Sidnei Maia – Flauta
Nascido no Rio de Janeiro em 1954,é bacharel em flauta pela Universidade de Brasília, onde foi aluno da flautista Odette Ernst Dias. Estudou composição com o maestro Jorge Antunes e regência com o maestro Rinaldo Rossi. É integrante de vários grupos de música de câmara tendo participado de gravações de CDs de diversos artistas brasilienses. Atuou como músico convidado junto à Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro sob a regência de Cláudio Santoro, Silvio Barbato, Helena Herrera, Paulo Moura entre outros. É professor de flauta da Escola de Música de Brasília desde 1978.


PROGRAMA


Guerra-Peixe
De Viola e Rabeca (Mourão) – 1969
(violino e violão)

Claudio Santoro
Pregão da Saudade
Poesia de Vinícius de Moraes (canto e violão)


Claudio Santoro
Acalanto da Rosa
Poesia de Vinícius de Moraes (canto e violão)


Claudio Santoro
4 Epigramas – 1943 (flauta)
I – Lento
II – Allegro
III – Lento
IV – Allegro


Claudio Santoro
Duo – 1987 (canto e viola)


Guerra-Peixe
Sonata – 1969 (violão)
I – Allegro
II – Larghetto
III – Vivacíssimo


Guerra-Peixe
Resta sim é remover – 1969
Poesia de Élson Faria (canto e violão)


Guerra-Peixe
Mãe d’água – 1969 (canto vocalizado e violão)


Guerra-Peixe
Dueto Característico – 1970 (flauta e violão)
I – Allegro moderato
II – Andantino
III – Allegro cômodo


Claudio Santoro
Briga Dialética de Estilos – 1984 (viola, flauta e violão).


Atração: CONJUNTO GYN CÂMERA/GO
Local: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Dia: 14 de setembro de 2010
Hora: 20h

ENTRADA FRANCA

Próxima atração:
QUINTETO LEÃO DO NORTE/PE
13/10/2010 - às 20h - Teatro Rui Limeira Rosal (SESC CARUARU)


Sesc Caruaru / Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE. Fone: (81) 3721-3967 (ramal 35) – culturasesccaruaru@gmail.com

Temporada setembro e outubro/2010 - espetáculo infantil no Teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru)

Amarelinha volta ao teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru)
Espetáculo inspirado na obra Chapeuzinho Amarelo de Chico Buarque de Holanda é a opção para crianças nos finais de semana de setembro e outubro.

O musical: “AMARELINHA” possui como narrativa a história de uma menina que tinha medo de tudo, deixando de viver em função deles, pois acreditava que havia um lobo na floresta e este era a representação de todos os seus medos.

No entanto seus amiguinhos decidem mostrar para ela que a vida pode ser bem melhor se vencermos nossos medos e para isso usam a linguagem através das palavras como forma de buscar o conhecimento, eles inventam um joguinho de palavras-Anagrama e mostram para “AMARELINHA” o que a impede de ser feliz e que só a descoberta de novos horizontes pode romper a barreira causada por tantos medos. O mundo de Amarelinha, gira dentro do universo que faz da infância uma floresta, cheia de caminhos a serem descobertos, a partir do contato com as palavras, verdadeiros cubos de conhecimento.

Um lobo mais tolo do que mau, e um bicho papão faminto de companhia, percorrem as trilhas da dúvida até entenderem que só podem tornar reais as suas existências, se as sensações de medo habitar o imaginário das crianças daquela vila.

Amarelinha permite um passeio ao mundo infantil. Um texto que recorre ao lirismo da poesia, músicas que mexem com os ritmos e remetem as brincadeiras de roda.

Amarelinha é o primeiro texto para teatro do poeta caruaruense Demóstenes Félix mais conhecido pelos projetos Bebendo Poesia e Os Poetas de Quinta, para ele, “o universo infantil que Amarelinha conseguiu atingir foi uma grata surpresa, pois dar vida a uma menina que reflete muito da nossa educação pelo medo que nos impede de tentar o novo, de ousar, é sem dúvida alguma sair da mesmice das programações infantis e colocar em pauta que o medo existe, mas que pode ser vencido’.

O espetáculo conta ainda com a experiência musical de Valdir Santos, muito conhecido pelos trabalhos com o forró, em Amarelinha a mistura de ritmos executada ao vivo é um dos pontos fortes e foi indicada como melhor trilha sonora para infância no projeto janeiro de grandes espetáculos em 2006.

A direção geral é de Gabriel Sá e conta com 15 artista no elenco, Amarelinha estreou em outubro de 2005 e contabiliza 150 apresentações em seu currículo com um média de 7 mil crianças que já se deliciaram com o espetáculo em todo estado de Pernambuco, em seu currículo ainda tem dois prêmios para o ator Lucas Neves (lobo Mau) e para o ator Edson Barros (bruxa e bicho papão), melhor ator e melhor ator coadjuvante respectivamente no festival Janeiro de Grandes espetáculos em 2006.

A produção é da Parangolé Produções Culturais uma empresa caruaruense, direcionada para a realização e produção de eventos ligados à arte. Atuando á quatro anos em Pernambuco a Parangolé tem projetos ligados ao teatro, música, literatura e vem se destacando pelas idéias inovadoras e pela responsabilidade e ética no tratamento dos assuntos culturais de Caruaru.

A temporada de Amarelinha acontece no teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru) nos sábado e domingos de setembro e outubro de 2010 sempre às 16 horas.

Kelly Moura
81-8609-7697


ingressos:
R$ 7,00 (crianças, estudantes, comerciários/dependentes, artistas e maiores de 65 anos)
R$ 14,00 (publico em geral)

Sesc Caruaru / Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE. Fone: (81) 3721-3967 (ramal 35) – culturasesccaruaru@gmail.com


Curiosidade:
Anagrama: Um anagrama (do grego ana = "voltar" ou "repetir" + graphein = "escrever") é uma espécie de jogo de palavras, resultando do rearranjo das letras de uma palavra ou frase para produzir outras palavras, utilizando todas as letras originais exatamente uma vez. Um exemplo conhecido é o nome da personagem Iracema, claro anagrama de América, no romance de José de Alencar.
Anagramas são freqüentemente expressos na forma de uma equação, com símbolos de igualdade (=) separando o objetivo original e o anagrama resultante. Ator = Rota é um exemplo de anagrama simples expresso desta forma. Em uma forma de anagramia mais avançada, sofisticada, o objetivo é ‘descobrir’ um resultado que tenha um significado lingüístico que defina ou comente sobre o objetivo original de forma humorística ou irônica.

sábado, 4 de setembro de 2010

Temporada setembro/2010 - espetáculo adulto no Teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru)

No mês de setembro de 2010 às sextas, sábados e domingos, sempre às 20h, está em cartaz no teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru) o espetáculo: A FEIRA.
A FEIRA - A tônica é enfocar a realidade de uma feira livre com sonhos, ilusões, risos e lágrimas na marcante vida de um povo flagelado.
Na peça, a realidade brasileira misturada às crenças populares de forma polêmica e questionadora, enfatizando de forma lírica e às vezes grotesca, o lado humano, político-social e religioso dos que ali estão: comprando, vendendo, mendigando, enganando, roubando... Uma verdadeira luta pela sobrevivência.
O SNT (Serviço Nacional de Teatro) premiou "A Feira" como o melhor texto de teatro, em 1976. O espetáculo continuou agradando e recebeu o prêmio Myriam Muniz de Teatro da Funarte em 2006. Com texto de Lourdes Ramalho, que ocupa hoje uma cadeira imortal na Academia de Letras da Paraíba, a temporada as sextas, sábados e domingos de Setembro, no Teatro Rui Limeira Rosal (SESC – Caruaru) às 20h (pontualmente), terá encenação do reconhecido Ator e Diretor Francisco Torres e Direção de Elenco da atriz Global Prazeres Barbosa. A reestréia do espetáculo conta com a Assistência de Direção de Benício Júnior e assistência de Direção de Elenco de Sheila Tavares. Sete anos em cartaz! Mais de 100 apresentações.
A realização do espetáculo fica por conta da Companhia Olhares de Teatro, dirigida por Benício Júnior e a produção da temporada fica a cargo da ARENA - Criação, Gestão e Produção Artística.

Investimento de: 10,00 reais inteira e 5,00 reais meia (estudante).
Classificação: Livre
Sesc Caruaru / Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE. Fone: (81) 3721-3967 (ramal 35) – culturasesccaruaru@gmail.com

Atores:
Paula Monteiro, Sheila Tavares, Ítalo Martins, Benício Júnior, Andresa Queiroz, Maria Juliana, Manoel Junior, Flávio Bezerra, Rosemere Bezerra, Ednilson Leite, Pollyana Santos, Valmir Ferreira e Adeilson Gigante.

Ficha Técnica:
Lourdes Ramalho - Texto
Francisco Torres - Encenação, Cenografia e Sonoplastia
Prazeres Barbosa - Direção de Elenco
Benício Júnior - Assistente de Direção, Coreografias e Adereços
Sheila Tavares - Assistente de Direção de Elenco
Neylma Melo - Fotografias
Marcos Bezerra - Programação visual
Mayllson Amorim - Iluminação
Ayanny Kamille - Sonoplasta
Jorge Souza - Artista Plástico / Painéis
Iva Araújo - Confc. Figurino/Bonecos
Sebatião Alves-Sebá - Confc. Bonecos
Equipe - Maquiagem e Figurino
Edson Pedro - Direção Musical
Manoel Junior e Heitor Alves - Músicas

Produtor:
Benício Júnior
beniciojunior1@hotmail.com
www.ciaolhares.blogspot.com
9222-0791

sábado, 21 de agosto de 2010

SONORA BRASIL 2ª ETAPA/2010 Sesc Caruaru

O projeto SONORA BRASIL – Formação de Ouvintes Musicais é um projeto temático que tem como objetivo desenvolver programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil.

Em sua 13ª edição o projeto apresenta como tema MÚSICA BRASILEIRA DO SÉCULO XX – A OBRA DE CLAUDIO SANTORO E GUERRA-PEIXE. Esses dois compositores cumpriram importante papel na estruturação das bases da música erudita contemporânea no Brasil a partir da relação que mantiveram com o Movimento Música Viva, que a partir de 1939 movimentou a cena musical do país sob a liderança de H. J. Koellreutter, com o objetivo de estudar e difundir o dodecafonismo, técnica de composição que naquela época representava a vanguarda musical na Europa.

Em quatro etapas o projeto apresenta quatro formações distintas que apresentarão a obra dos dois compositores em programas que buscam mostrar a evolução de suas obras, confrontando o período em que se dedicaram ao dodecafonismo com o período posterior, o nacionalismo, em que buscaram valorizar elementos da música genuinamente brasileira. Representando três estados do Brasil e o Distrito Federal, o Quarteto de Brasília (DF), o Quinteto Latino-Americano de Sopros (PB), o Quinteto Leão do Norte (PE) e o Conjunto GYN Câmera (GO), realizarão os concertos em mais de 90 cidades do país.

Cumprindo sua missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra de fundamentação artística não-comercial, o SONORA BRASIL consolida-se como o maior projeto de circulação musical do Brasil. Em 2010 são 340 concertos, a maioria em cidades distantes dos grandes centros urbanos. A ação possibilita às populações o contato com a qualidade e a diversidade da música brasileira, e contribui de forma significativa para o conjunto de ações desenvolvidas pelo SESC com vistas à formação de platéia. Para os músicos, propicia uma experiência ímpar, colocando-os em condição privilegiada para a difusão de seus trabalhos e o consequente estímulo a suas carreiras.

O projeto SONORA BRASIL busca despertar no público um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão de música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico que valorizam a pureza do som e a qualidade das obras e de seus intérpretes.



RELEASE

QUARTETO DE BRASÍLIA
Criado em 1986, o grupo é considerado um dos mais importantes do Brasil nesta formação e tem como característica a ênfase no repertório de compositores brasileiros. Em sua trajetória de quase 25 anos já se apresentou em vários estados do Brasil e em países das Américas, Europa e Ásia. Seus quatro integrantes participam ativamente do movimento musical de Brasília, tanto como músicos quanto como professores dos principais centros de formação musical, e todos, em maior ou menor grau, conviveram profissionalmente com Santoro e Guerra-Peixe, o que os tornam parte desta história.

CLÁUDIO COHEN (violino) Maestro e violinista, tem participado de forma ativa no cenário musical do país e exterior seja como solista, camerista bem como artista convidado dos principais festivais de música do Brasil. É membro fundador da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro onde atua na condição de Spalla/Solista. Violinista do premiado Quarteto de Brasília. Exerce a função de maestro titular da Orquestra Filarmônica de Brasília. Cláudio Cohen é membro da Academia de Letras e Música do Brasil. Estudou violino com Marena Salles e Cecília Guida tendo recebido também orientações de Paulo Bosísio e Rodolfo Bonucci.

LUDMILA VINECKA (viola) Formada no Curso superior de violino do Conservatório de Praga. Contratada, em 1971, para integrar a Orquestra Filarmônica de São Paulo. Foi professora de violino na Escola de Música de Brasília e, posteriormente, da Universidade de Brasília. Em 2007 lançou o CD “Guerra-Peixe/Aguiar”, que contém a primeira gravação das sonatas de Guerra-Peixe, para violino e piano. Foi vencedora do concurso para “spalla” da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília. Como solista, tocou sob a regência dos maestros Simon Blech, Cláudio Santoro, Osvaldo Colarusso, Piero Bastianelli, Silvio Barbato e Emílio de César, entre outros.

GUERRA VICENTE (violoncelo) Bacharel em violoncelo pela Escola Nacional de Música da Universidade do Brasil (atual UFRJ), onde também recebeu o prêmio “Medalha de Ouro”. Fez aperfeiçoamento no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris. De 1972 a 1998 foi professor da Universidade de Brasília, onde implantou o Curso de violoncelo. Como solista e camerista apresentou-se em trinta e um países das Américas, Europa e Ásia. Tem participação direta em treze LPs e vinte CDs, gravados para os selos Chantecler, Festa, Philips, CBS, Basf, RBM, GLB e Comep.

GLÊSSE COLLET (violino) Natural do Rio de Janeiro é Bacharel em violino e licenciada em Música pela Universidade de Brasília. Estudou na Escola Superior de Detmold (Alemanha), onde se graduou em 1982 na Classe do Prof. Ernst Mayer-Schierning. É Doutora em Música pela Universidade da Bahia. Primeiro lugar (viola) no concurso para instrumentistas da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília, da qual foi "spalla" das violas em 1985 e 1986. Foi professora nos Festivais de Campos do Jordão, Londrina, Curitiba, Juiz de Fora e Brasília. Atuou como solista em concertos regidos por Emílio de César, Elena Herrera, Sílvio Barbato e Gerald Kegelmann. Atualmente é Sub-Chefe do Departamento de Música da Universidade de Brasília.


PROGRAMA

Cláudio Santoro
Quarteto nº 7 – 1965
I- Lento
II- Vivo
III- Lento

Guerra- Peixe
Pequeno Duo – 1946 (violino e violoncelo)
I - Allegro moderato
II - Largo
III - Allegro

Cláudio Santoro
Duo – 1982 (violino e violoncelo)


Guerra-Peixe
Quarteto nº 2 – 1958
I- Allegretto con moto
II- Presto
III- Andante; Allegro



Atração: Quarteto de Brasília
Local: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Dia: 24 de agosto de 2010
Hora: 20h

ENTRADA FRANCA

Proximas atrações:
CONJUNTO GYN CÂMERA/GO
14/09/2010 - às 20h - Teatro Rui Limeira Rosal (SESC CARUARU)
QUINTETO LEÃO DO NORTE/PE
13/10/2010 - às 20h - Teatro Rui Limeira Rosal (SESC CARUARU)

Sesc Caruaru I Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE. Fone: (81) 3721-3967 (ramal 35) – culturasesccaruaru@gmail.com

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

CINEMA agosto e setembro TEATRO RUI LIMEIRA ROSAL - SESC CARUARU

CRIANÇA NO CINESESC


25.08 – O REINO DOS GATOS – 15h
(Japão, 2002, animação, colorido, 72 minutos)
Sinopse
Essa é a história de Haru, uma garota muito preguiçosa que todos os dias chega atrasada na escola. Um belo dia, voltando para casa, salva um misterioso gato de ser atropelado. Na mesma noite a menina recebe a visita do Rei dos Gatos que a convida para conhecer seu reino, um lugar mágico, diferente de tudo, onde os bichos falam e se comportam como gente. Haru não sabe, mas ela será obrigada a se casar com o Príncipe Lune. E mais: ela vai se transformar numa gatinha muito simpática.

Classificação Etária / Livre para todos os públicos


01.09 – CURTA CRIANÇA 2 – 15h
O homem que botava ovo
(MG, 2006, ficção, colorido, 13 minutos)
Sinopse
O sapateiro Bonifácio e sua mulher, Suely, moram em uma cidadezinha do interior mineiro. Bonifácio adora a esposa e confia nela totalmente. Um dia, porém, ele encontra um amigo que lhe assegura que mulheres não conseguem guardar segredos. Bonifácio acha isso um desaforo, mas acaba aceitando a sugestão do amigo: contar um segredo para a esposa e esperar para ver...

Cada um com seu cada qual
(RJ, 2006, ficção, colorido, 15 minutos)
Sinopse
Camila uma menina de 8 anos, vê uma caixa de papelão cair de um “burro sem rabo” e tenta devolve-la a seu dono – um catador de papel. O homem lhe dá de presente a velha caixa. Ao chegar em casa, Camila encontra uma câmera na caixa – e então começa sua aventura.

Na pista do Apito
(SP, 2008, ficção, colorido, 13 minutos)
Sinopse
Felipe vive um dia de aventuras na cidade grande em busca de um amolador para afiar a tesoura de sua mãe. Na procura, ele conhece o engraxate Beto e a menina Leila – juntos, os três superam obstáculos e fazem importantes descobertas.

O sapo
(RJ, 2006, ficção, colorido, 18 minutos)
Sinopse
Para se aproximar da garota de seus sonhos, o pequeno Lucas terá de viver um papel muito curioso.

Classificação etária / Livre para todos os públicos


08.09 – O JOVEM TATARAVÔ – 15h
(RJ, 1936, ficção, preto&branco, 77 minutos)
Sinopse
O “jovem tataravô” morreu em 1832, com apenas 35 anos. Agora, em pleno ano de 1936, ele ressurge do seio da terra, não gelado como se poderia imaginar, mas ardente e tropical como se tivesse passado um século dormindo no seio de um vulcão. O homenzinho, mal se viu sobre a face da terra, graças a uns pozinhos misteriosos, tratou de cortar o cabelo, tirar a costeleta e vestir-se com elegância, tonto com o novo mundo que se oferecia aos seus olhos. E coitadas das mulheres – bonitas ou feias – que se viram ao alcance de seus olhos, e mais ainda de suas mãos. Baseado na comédia “O tataravô”, de Gilberto de Andrade (1926).

Classificação etária / 10 ANOS

15.09 – O CASTELO RÁ-TIM-BUM – 15h
(SP, 1999, ficção, colorido, 105 minutos)
Sinopse
Castelo Rá-Tim-Bum, o filme conta a história de Nino, um menino de 300 anos que mora em um castelo suntuoso e mágico com seus tios feiticeiros. Nino se acha diferente das outras crianças, e por isso sonha em ter amigos e poder brincar como uma criança normal. Mas quando descobre que sua família está em perigo, sai em busca de ajuda para salvar o Castelo.

Classificação Etária / Livre para todos os públicos


29.09 – VIDA DE MENINA – 15h
(RJ, 2005, ficção, colorido, 102 minutos)
Sinopse
Vida de menina acompanha três anos (1893-1895) da vida da adolescente Helena, em um momento crítico de sua vida, quando começa a lutar para conquistar sua liberdade e integridade. Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, a jovem começa a escrever o seu diário, revelando seu universo e um país que adolesce junto com ela. É nesse diário que Helena debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias, procurando não perder sua alegria infantil de viver e reinventando o mundo à sua maneira.

Classificação Etária / Livre para todos os públicos


CINESESC DE ARTE PARA ADULTOS


25.08 – CURTAS – 19h 30min
A COPIADORA
(Áustria, 2002, drama, preto&branco, 12 minutos)
Sinopse
Um homem acorda e vai para o trabalho em uma copiadora. Quando testa a máquina pela manhã, acaba tirando uma cópia de sua mão, por engano. A partir daí, a copiadora passa a reproduzir outras partes de seu corpo. Assustado, ele deixa o local – mas passa a ver, desde esse dia, cópias e mais cópias de si mesmo.

A CAMISETA
(Eslováquia, 2002, drama, preto&branco, 10 minutos)
Sinopse
Metade americano, metade eslovaco, Mark tem convicções firmes. Durante uma viagem à Eslováquia, em um bar, ele encontra Tomas, que veste uma camiseta que coloca em questão algumas dessas convicções.

Classificação Etária / 12 ANOS


01.09 – TERRA EM TRANSE – 19h 30min
(RJ, 1967, ficção, preto&branco, 107 minutos)
Sinopse
Num país imaginário chamado Eldorado, o jornalista e poeta Paulo Martins hesita entre as diversas forças políticas em luta pelo poder. Dom Porfírio Diaz é líder de direita, político paternalista da capital litorânea de Eldorado, Felipe Vieira é um político populista e Júlio Fuentes, dono do império de comunicações. Em conversa com a militante Sara, Paulo conclui que o povo de Eldorado precisa de um líder político, e apoia Vieira.

Classificação etária / 14 ANOS

08.09 – O BATEDOR DE CARTEIRAS – 19h 30min
(RJ, 1958, ficção, preto&branco, 84 minutos)
Sinopse
Conhecida como “chanchada”, a comédia cinematográfica brasileira de grande sucesso popular nos anos 1940 a 1960 revelou atores nacionais fundamentais, como Grande Otelo, Ankito e Zé Trindade. Talvez Trindade fosse um pouco menos célebre do que os anteriores, mas todos faziam quase sempre o mesmo tipo, em todos os filmes: o malandro simpático, baixinho, feioso, melífluo e conquistador inveterado. Neste filme, Trindade interpreta Benedito Espiridião dos Santos, vulgo “Mão-Leve”, que, depois de se apaixonar por uma migrante nordestina recém-chegada ao Rio de Janeiro, tenta se regenerar. O filme faz uma crítica bem-humorada à “alta sociedade” brasileira, além de registrar a paisagem física e humana da cidade do Rio de Janeiro da época. O elenco traz também outro grande nome da chanchada, Violeta Ferraz. E nos números musicais (presença obrigatória no gênero) aparecem cantando Maysa Matarazzo e Jackson do Pandeiro, entre outros nomes da música brasileira.

Classificação etária / 12 ANOS


15.09 – A DAMA DO CINE SHANGHAI – 19h 30min
(SP, 1988, ficção, colorido, 115 minutos)
Sinopse
Vencedor de onze premiações, dentre elas sete troféus Kikito do Festival do Cinema Brasileiro de Gramado, o terceiro longa-metragem de Guilherme de Almeida Prado é um thriller policial em homenagem ao clássico cinema noir norte-americano. Classificado pelo próprio autor nos créditos finais como um “filme b”, esta obra é marcada por um humor sutil e ferino. Lucas, cafajeste tipicamente brasileiro interpretado por Antônio Fagundes, se envolve em uma trama de intriga e suspense,marcada muitas vezes por um delicioso nonsense. Conduzido de forma inteligente e despretensiosa até um grand finale digno das melhores produções policiais, o filme ainda conta com um invejável elenco de grandes estrelas da dramaturgia brasileira.

Classificação Etária / 16 ANOS

29.09 – DE PASSAGEM – 19h 30min
(SP, 2003, ficção, colorido, 87 minutos)
Sinopse
“De passagem” conta a história de três amigos da periferia de São Paulo. Dois deles irmãos, Jefferson e Washington. O mais velho, entra no colégio militar do Rio de Janeiro, mas volta a São Paulo quando o irmão Washington, que se envolvera com o tráfico de drogas, é dado como assassinado. Junto com o amigo de infância, Jefferson percorre agora a cidade, para liberar o corpo do irmão, momento em que os dois companheiros revivem, a vida de infância pelos três amigos.

Classificação Etária / 12 ANOS

Local: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Dias: Quartas-feiras AGOSTO/SETEMBRO
Hora: 15h e 19h 30min

ENTRADA FRANCA

Sesc Caruaru I Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE. Fone: (81) 3721-3967 (ramal 35) – culturasesccaruaru@gmail.com

sexta-feira, 23 de julho de 2010

SONORA BRASIL 1ª ETAPA/2010 Sesc Caruaru

O projeto SONORA BRASIL – Formação de Ouvintes Musicais é um projeto temático que tem como objetivo desenvolver programações identificadas com o desenvolvimento histórico da música no Brasil.

Em sua 13ª edição o projeto apresenta como tema MÚSICA BRASILEIRA DO SÉCULO XX – A OBRA DE CLAUDIO SANTORO E GUERRA-PEIXE. Esses dois compositores cumpriram importante papel na estruturação das bases da música erudita contemporânea no Brasil a partir da relação que mantiveram com o Movimento Música Viva, que a partir de 1939 movimentou a cena musical do país sob a liderança de H. J. Koellreutter, com o objetivo de estudar e difundir o dodecafonismo, técnica de composição que naquela época representava a vanguarda musical na Europa.

Em quatro etapas o projeto apresenta quatro formações distintas que apresentarão a obra dos dois compositores em programas que buscam mostrar a evolução de suas obras, confrontando o período em que se dedicaram ao dodecafonismo com o período posterior, o nacionalismo, em que buscaram valorizar elementos da música genuinamente brasileira. Representando três estados do Brasil e o Distrito Federal, o Quarteto de Brasília (DF), o Quinteto Latino-Americano de Sopros (PB), o Quinteto Leão do Norte (PE) e o Conjunto GYN Câmera (GO), realizarão os concertos em mais de 90 cidades do país.

Cumprindo sua missão de difundir o trabalho de artistas que se dedicam à construção de uma obra de fundamentação artística não-comercial, o SONORA BRASIL consolida-se como o maior projeto de circulação musical do Brasil. Em 2010 são 340 concertos, a maioria em cidades distantes dos grandes centros urbanos. A ação possibilita às populações o contato com a qualidade e a diversidade da música brasileira, e contribui de forma significativa para o conjunto de ações desenvolvidas pelo SESC com vistas à formação de platéia. Para os músicos, propicia uma experiência ímpar, colocando-os em condição privilegiada para a difusão de seus trabalhos e o consequente estímulo a suas carreiras.

O projeto SONORA BRASIL busca despertar no público um olhar crítico sobre a produção e sobre os mecanismos de difusão de música no país, incentivando novas práticas e novos hábitos de apreciação musical, promovendo apresentações de caráter essencialmente acústico que valorizam a pureza do som e a qualidade das obras e de seus intérpretes.



RELEASE

QUINTETO LATINO-AMERICANO DE SOPROS DA PARAÍBA -Fundado em março de 1978, é integrado por professores da Universidade Federal da Paraíba. Com um vasto repertório formado com obras de diferentes estilos e épocas vem apresentando-se regularmente no Estado da Paraíba, nas capitais de diversos estados do país e no exterior. Incursiona na música popular e erudita, concentrando seus esforços na orientação do gosto e da sensibilidade da platéia, dando especial atenção na divulgação de obras, arranjos e transcrições da música latino-americana. Desenvolve um extenso programa de pesquisas, visando à apresentação de obras inéditas dos compositores nordestinos.

CARLOS RIEIRO – Clarinete
Formado no Conservatório Municipal de Buenos Aires. Estudou com Martin Tow, Richard Stolzmann e Jost Michaels. Bolsista da Fundação Bariloche, ganhou os concursos: a Jovens Solistas da Camerata Bariloche, da Radio Nacional e Revelação 1977 do Ministério da Cultura da Argentina. Professor convidado dos festivais Campos do Jordão, Inverno de Londrina entre outros. È professor adjunto da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) desde 1978 e solista da OSPB (Orquestra Sinfônica da Paraíba) desde 1980.

CISNEIRO ANDRADE – Trompa
Natural de Recife-PE. Graduado em 1989 no Curso de Bacharelado em Música pela UFPB- Universidade Federal da Paraíba - sob a orientação do Prof. Carlos Moreira. Integra os conjuntos de câmara “Sexteto Brassil” e “Quinteto Latino-Americano de Sopros”. Junto ao Sexteto Brassil, gravou quatro CDs e realizou diversas turnês no Brasil e no exterior.Atualmente é Professor de Trompa e de Percepção Musical no Departamento de Música da Universidade Federal da Paraíba. Mestre em Música pela UFPB e trompa solista da Orquestra Sinfônica da Paraíba.

RENAN REZENDE - Flauta
Formado na Universidade Federal da Paraíba estudou com o professor Gustavo Paco de Gea. Em 2005, realizou curso de especialização de nível técnico na Escola de Música de Brasília. Flautista solista da Orquestra de Câmera de João Pessoa e da Orquestra Sinfônica Jovem da Paraíba integrou a Orquestra de Câmera da UFPB e participa de importantes projetos artísticos que envolvem o desenvolvimento de pesquisas e a interpretação da obra dos compositores paraibanos.

HELENO FEITOSA – Fagote
Começou seus Estudos Musicais aos 10 anos de idade em sua cidade natal, Itaporanga-PB, com o professor Major Adauto Camilo. Graduou-se pela Universidade Federal da Paraíba onde foi orientado por Egon Figueroa e José de Arimatéia. Tem sido convidado como artista e professor de fagote/saxofone em alguns dos mais importantes Festivais de Música do Brasil. É membro fundador do JPSax e do Caninga Trio. Atualmente é professor de Fagote/Saxofone da UFPB e músico da Orquestra Sinfônica da Paraíba.

JOÃO JOHNSON – Oboé
Iniciou seus estudos no Conservatório Pernambucano de Música com o seu pai, o professor Wascyli Simões. Aos 12 anos já apresentava seus primeiros recitais no Conservatório e na TV Universitária. Em 1974 foi 2ª colocado no Concurso Jovens Instrumentistas, em Piracicaba (SP). Em 1978 segue para a Alemanha, como bolsista do DAAD, onde estudou com Ingo Goritzki. Em 1981, de volta ao Brasil, é contratado pela UFPB e Orquestra Sinfônica da Paraíba. Em 1994 passa a integrar o QUINTETO LATINO-AMERICANO DE SOPROS.



PROGRAMA

Cláudio Santoro Quinteto de sopros – 1942

I – Alegre
II – Lento
III – Vivo

Guerra-Peixe Sonatina – 1944
(flauta e clarinete)

I – Moderato
II – Adágio
III – Allegro molto

Guerra-Peixe Trio nº2 – 1951
(flauta, clarinete e fagote)

I – Allegreto – Polca
II – Allegro vivace – Cabocolinhos
III – Moderato – Canção
IV – Allegro – Frevo

Cláudio Santoro Quarteto – 1980
(oboé, clarinete, fagote e trompa)

I – Lento
II – Alegro Moderato

Guerra-Peixe Melopéia nº 1
(flauta)

Guerra-Peixe Duo – 1970
(clarinete e fagote)

I – Allegro
II – Vivacíssimo
III – Andante
IV – Allegro




Local: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Dia: 05 de agosto de 2010
Hora: 20h

ENTRADA FRANCA


Sesc Caruaru I Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE. Fone: (81) 3721-3967 (ramal 35) – culturasesccaruaru@gmail.com

OFICINA: A Reconstrução do Jogo Ritualístico no Teatro Contemporâneo

OFICINA

A Reconstrução do Jogo Ritualístico no Teatro Contemporâneo

Ministrante: Herê Aquino
Carga Horária: 06 h/aula (divididas em 3h por dia)
Dias: 02/08/2010 - 9h às 12h (segunda)
03/08/2010 - 9h às 12h (terça)
Local: Sala de Dança do Sesc Caruaru
Alunos: Estudantes de teatro e artistas
Nº de Alunos: 25 pessoas
Inscrições Gratuitas

Objetivo:
Trabalhar nos atores, através do corpo/voz, a percepção para elementos que restituem a especificidade do teatro como obra de arte viva. Através do jogo ritualístico e da aplicação de elementos como o ato coletivo, o gesto significativo, a poética do espaço cênico e a comunicação entre o ator e o espectador pretendo desenvolver a percepção dos atores para um teatro que não seja só espetáculo, algo que se olha, mas algo de que se participa e cujos elementos estão pensados no intuito de restituir ao teatro o seu princípio vital.

Para mais informações:
Severino Florêncio – severinoflorencio@hotmail.com
Fone: (81) 3721-3967 – ramal 35 – culturasesccaruaru@gmail.com
Horário: 13h às 18h / 19h às 22h

PALCO GIRATÓRIO – 1ª ETAPA/2010 Sesc Caruaru

No mês de agosto de 2010, o Sesc Caruaru recebe o primeiro espetáculo do projeto Palco Giratório 2010: “Encantrago – Ver de Rosa um Ser Tão”, do Grupo Expressões Humanas em parceria com o Grupo Teatro Vitrine da cidade de Fortaleza/CE. A direção é de Herê Aquino que também assina a dramaturgia livremente inspirada na obra de Guimarães Rosa e nas manifestações populares brasileiras.


RELEASE

O espetáculo é um mergulho no coração intratável e miraculoso do Brasil e uma viagem cujo destino é a encantada vastidão do homem do sertão. Esse mergulho, que se configura onde a vida é quase uma impossibilidade, nos conduz a uma aventura onde os contrastes e as ambivalências consagram esse paradoxal mundo sertanejo.
O espetáculo resgata os rituais humanos como um elemento essencialmente eficaz na arte teatral e brinca de embaralhar o mundo real e simbólico.
“Encantrago – Ver de Rosa um Ser Tão” é um convite para fomentar um novo olhar diferenciado e crítico sobre esses inquietos e diversos pedacinhos de universos sertanejos. Universos esses que perpassam a geografia e o homem para chegar aos mistérios e grandezas feéricas do mundo, onde “mandavam a audácia e a coragem, e o mundo todo, e o inexplicável e o irracional, e a bondade e a maldade, e o destino e o demônio, e o que o homem de si mesmo não sabe, as suas profundezas.” Como dizia Guimarães Rosa.


FICHA TÉCNICA

Texto e Direção
Herê Aquino
(Inspirado na obra de Guimarães Rosa e na Cultura Popular)

Produção
ATO – Produção e Marketing Cultural

Elenco
Annalies Borges, João Paulo Pinho, Juliana Veras, Katiana Monteiro, Liliana Brizeno, Marina Brito, Marina Brizeno, Monique Cardoso, Nataly Rocha, Paulo Botafogo

Figurino
Marina Brizeno

Cenário
Herê Aquino/ Marina Brizeno

Preparação Musical
Orlângelo Leal / Juliana Veras

Direção Musical
Fabiano de Cristo

Sonoplastia (Execução)
O elenco

Iluminação
Wallace Rios

Iluminação (Operação)
Tomaz de Aquino

Direção de Produção
Monique Cardoso

Fotos
Lima Filho

Realização
Grupo Expressões Humanas e Teatro Vitrine


Local: Teatro Rui Limeira Rosal (SESC Caruaru)
Dia: 03 de agosto de 2010
Hora: 20h
Classificação: 14 anos
Duração: 90 minutos

Entrada: Inteira - R$ 10,00
Meia entrada - R$ 5,00 (estudante, professor, comerciário, dependente, artista e idoso)



Sesc Caruaru I Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE. Fone: (81) 3721-3967 – ramal 35 – culturasesccaruaru@gmail.com

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Criança no CineSESC

Nos dias 07, 14, 21 e 28 de julho de 2010, sempre às 15h, estará em exibição o projeto Criança no CineSESC, realizado no Teatro Rui Limeira Rosal, no Sesc Caruaru.

Filmes em exibição:

07 e 28.07 – AS AVENTURAS DE AZUR E ASMAR – 15h
Direção / Michel Ocelot
Gênero / Animação
Tema / Aventura
Idioma / Português
Ano / 2005
Colorido

Duração/99 minutos
Classificação etária / Livre para todos os públicos



Sinopse
Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jeanne. Azur é loiro e tem olhos azuis, além de ser filho de um nobre. Já Asmar tem olhos e cabelos pretos, sendo filho de Jeanne, ama-de-leite que cuida de Azur. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados quando Jenane parte com o filho. Asmar cresce ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos mas como rivais na busca da Fada.



14.07 – KIRIKU E A FEITICEIRA – 15h
Direção / Michel Ocelot
Gênero / Animação
Tema / Aventura
Idioma / Português
Ano / 1998
Colorido

Duração/71 minutos
Classificação etária / Livre para todos os públicos

Sinopse
Kirikú, um menino que nasceu para lutar e combater o mal, enfrenta o poder de Karabá, a feiticeira maldosa e seus guardiães. Kirikú aprende em sua luta que a origem de tanta maldade é o sofrimento e só a verdade, o amor, a generosidade e a tolerância, aliados à inteligência, são capazes de vencer a dor e as diferenças. Um desenho animado moderno que fala a língua das crianças sem subestimar a inteligência dos adultos.



21.07 – GOOD RIDANCE – 15h
Direção/Produção/Roteiro / Nick Hilligoss
Gênero / Animação
Ano / 2003
Colorido

Duração/25 minutos
Classificação Etária / Livre para todos os públicos

Sinopse
Se junte às aventuras de Eco para controlar pestes, infestações e ataques de insetos e pragas, tudo de forma inovadora e sem venenos! Eco tem uma solução ecológica para qualquer situação, e em seu arsenal se encontram aranhas devoradoras de insetos, sapos papa-moscas, lagartos e até uma equidna. Muitas vezes suas soluções não saem exatamente como planejado, mas isso só torna seus desafios ainda mais divertidos.


Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru)
Hora: 15h
Entrada gratuita!

Sesc Caruaru I Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE.
Fone: 3721-3967 (ramal 35) – culturasesccaruaru@gmail.com

quinta-feira, 1 de julho de 2010

MOSTRA "1959: o ano mágico do cinema francês"‏

Nos dias 01, 07, 14, 21 e 28 de julho de 2010, sempre às 19h30min, será exibida a Mostra “1959: o ano mágico do cinema francês”, realizada no Teatro Rui Limeira Rosal, no Sesc Caruaru.

01/07/2010 – ACOSSADO – 19:30
Diretor: Jean-Luc Godard
Áudio: Francês
Legendas: Português
Preto & Branco
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 14 anos

Sinopse
Michel Poiccaard (Jean-Paul Belmondo), um típico ladrão parisiense e admirador de Humprey Bogart. Ao longo da trama ele se envolve com a jovem norte americana Patrícia (Jean Seberg), que o ajudará a escapar da polícia.Um filme de perseguição espirituoso, romântico e inovador, que abriu as portas para a * nouvelle-vague. Com roteiro de François Truffaut, Acossado é uma obra prima da cinematografia francesa.



07/07/2010 – OS INCOMPREENDIDOS – 19:30
Diretor: François Truffaut
Áudio: Francês
Legendas: Português
Preto & Branco

Duração: 99 minutos
Classificação etária: 14 anos

Sinopse
Os Incompreendidos conta a história de Antoine Doinel (Jean-Pierre Léaud), um adolescente cansado do autoritarismo dos pais e da escola, que busca refúgio nos livros, nas amizades e na prática de pequenos delitos.



14/07/2010 – HIROSHIMA MON AMOUR – 19:30
Diretor: Alain Resnais
Áudio: Francês
Legendas: Português
Preto & Branco
Duração: 90 minutos
Classificação etária: 14 anos

Sinopse
Participando de um filme sobre a paz, em Hiroshima, nos anos 50, a atriz francesa passa a noite com um arquiteto japonês. Tudo isso traz lembranças de sua juventude, na cidade de Nevers, durante a Segunda Guerra Mundial. Período no qual foi perseguida, quando se apaixonou por um soldado alemão.



21/07/2010 – QUEM MATOU LEDA? – 19:30
Diretor: Claude Chabrol
Áudio: Francês
Legendas: Português
Colorido
Duração: 110 minutos
Classificação etária: Livre

Sinopse
O negociante Henri Marcoux (Dacqmine), tem um caso amoroso com uma bela e jovem vizinha (Lualdi), bem debaixo do nariz de sua esposa Thèrèse (Robinson). A linda filha de Henri, ao conhecer o húngaro (Belmondo) fica apaixonada, enquanto o filho voyeur de Henri começa a ter liberdades com a amante de pai. Com o amadurecimento das paixões na família, deslumbra-se uma tragédia.



28/07/2010 – PICKPOCKET – 19:30
Diretor: Robert Bresson
Áudio: Francês
Legendas: Português
Preto & Branco
Duração: 79 minutos
Classificação etária: Livre

Sinopse
Michel é um jovem que começa a bater carteiras por prazer e pela emoção de roubar. Mas o hábito acaba tornado-se uma compulsão. Ele é preso e passa a refletir sobre seus atos, ao perceber o forte choque causado em sua mãe, família e seus amigos. Ainda assim, ao ser solto, ele volta ao crime, juntando-se a um ladrão veterano. Mais uma vez sua consciência vai pesar, agora também, porque ele se apaixonou por Jeanne.



* nouvelle-vague: Nouvelle vague (Nova onda) foi um movimento artístico do cinema francês que se insere no movimento contestatário próprio dos anos sessenta. No entanto, a expressão foi lançada por Françoise Giroud, em 1958, na revista L’Express ao fazer referência a novos cineastas franceses. Sem grande apoio financeiro, os primeiros filmes conotados com esta expressão eram caracterizados pela juventude dos seus autores, unidos por uma vontade comum de transgredir as regras normalmente aceites para o cinema mais comercial.


fonte: WIKIPÉDIA http://pt.wikipedia.org/wiki/Nouvelle_vague em 28/06/2010

Local: Teatro Rui Limeira Rosal (Sesc Caruaru)
Hora: 19h 30min

Entrada gratuita!

terça-feira, 15 de junho de 2010

STÉNOPÉ - Exposição Fotográfica - SESC CARUARU

A fotografia estenopéica consiste em fotografar sem o intermédio de lentes. O princípio da camara obscura, conhecido desde a antiguidade e utilizado pelos artistas durante o Renascimento, é aqui aproveitado por Laura Melo para registrar suas impressões do universo que circunscreve seu cotidiano.
Com um pequeno furo onde numa câmera convencional haveria um conjunto de lentes, nada se interpõe entre aquilo que deseja registrar e os negativos, a luz é livre para riscar desinibida a película fotográfica. É assim uma forma mais leve de fotografar.
Coloridos raios de luz são matéria e energia propulsora da sua criatividade, e seu conjunto ilimitado de pincéis e cores. Apreende-os com sua câmera construída com uma caixinha de papelão, ligas de borracha e pedaços de fita adesiva. E dessa forma se sente à vontade para brincar.
Quando deseja guardar um momento, aponta sua câmera na direção escolhida, abre o obturador que libera a entrada de luz pelo furo e espera. Ela estende a duração do outrora decisivo instante fotográfico. Brinca de esticar os segundos, que despreocupados passam e vão deixando suas sublimes fotografias como testemunha.
Na passagem, os momentos ficam como querem nas fotos que ela faz. Realidade é um termo muito vago com o qual experimenta, seu estilo questiona o real. O pequeno furo que utiliza modifica, à revelia da artista, suas impressões do que vê. Ela mescla com o onírico seu entorno.
A leveza da técnica é usada e abusada pela artista. Livre dos grilhões impostos por baterias, botões, fotômetros e todo o conjunto de traquitanas em que a fotografia contemporânea vem se transformando, Laura Melo passeia com leveza e segurança pelo espaço entre a energia luminosa e a criação artística.


Ricardo Moura


Período: 01 a 30 de julho de 2010
Local: Galeria Mestre Galdino – Sesc Caruaru
Horário: 9h às 12h, 14h às 17h e 19h às 22h.
Entrada Gratuita
Agendamos visitas para escolas!

Sesc Caruaru I Rua Rui Limeira Rosal, s/n – Petrópolis – Caruaru – PE.
Fone: 3721-3967 (ramal 35) – culturasesccaruaru@gmail.com

sexta-feira, 26 de março de 2010

MOSTRA RUI LIMEIRA ROSAL DE TEATRO 2010

A Mostra Rui Limeira Rosal de Teatro tem o objetivo de incentivar a produção artística local na área de teatro, mantendo uma pauta permanente de um mês, no período de 09/04 a 02/05/2010, sempre as sextas, sábados e domingos. A mostra contará com a participação de 12 grupos da cidade que receberão um cachê, bem como um percentual da bilheteria nos seus respectivos dias de apresentação. Essa iniciativa busca valorizar a produção artística local e ao mesmo tempo apresentar as novas instalações do Teatro Rui Limeira Rosal, espaço totalmente reformado, capaz de atender as necessidades técnicas dos espetáculos, com um preço de pauta acessível e oferecer conforto ao público em geral que se deslocar para conferir as programações culturais do Sesc Caruaru.

Alex Deplex – Assistente de Cultura Local



PROGRAMAÇÃO


09/04 sexta-feira – AMOR EM TEMPO DE SERVIDÃO – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
Parangolé Produções Culturais
Texto/ Demóstenes Félix
Direção/Gabriel Sá
Classificação etária / 16 anos

10/04 sábado – A METAMORFOSE – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
Núcleo de Pesquisa - TEA
Texto/Franz Kafka
Direção/Fábio Pascoal
Classificação etária / Livre

11/04 domingo – O MÁGICO DE OZ – 16h
Categoria / Espetáculo Infantil
Planeta dos Sonhos Produções Culturais
Texto/L. Frank Baum
Direção/Mônica Cibele
Classificação etária / Livre

16/04 sexta-feira VELÓRIO À BRASILEIRA – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
MAKTUB Produções
Texto/Aziz Bajur
Direção/Maria Alves
Classificação etária / 14 anos

17/04 sábado – VELÓRIO À BRASILEIRA – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
MAKTUB Produções
Texto/Aziz Bajur
Direção/Maria Alves
Classificação etária /
14 anos

18/04 domingo – AMARELINHA – 16h
Categoria / Espetáculo Infantil
Parangolé Produções Culturais
Texto/ Demóstenes Félix
Direção/Gabriel Sá
Classificação etária / Livre

23/04 sexta-feira – SOLTEIRA, CASADA, VIÚVA, DIVORCIADA – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
Môlins Produções
Texto/ Arthur Nunes - Regiana Antonini - Noemi Marinho e Maria Adelaide Amaral
Direção/Aluízio Guimarães
Classificação etária / 14 anos

24/04 sábado – A BOTIJA – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
Cia. Olhares de Teatro
Texto e direção/Benício Júnior
Classificação etária / Livre

25/04 domingo – A CANÇÃO DE ASSIS – 16h
Categoria / Espetáculo Infantil
Grpo de Teatro Cena Aberta
Texto/Júlio Fischer
Direção/Moisés Gonçalves
Classificação etária / Livre

30/04 sexta-feira – DEUS DANADO – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
Grupo de Teatro Arte-em-Cena
Texto/João Denys
Direção/Nildo Garbo
Classificação etária / 14 anos

01/05 sábado – BARRELA – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
Trupe As Crias de Mãe Júlia
Texto/Plínio Marcos
Direção/Moisés Gonçalves
Classificação etária / 16 anos

02/05 domingo – AUTO DAS 7 LUAS DE BARRO – 20h
Categoria / Espetáculo Adulto
Cia. Feira de Teatro Popular de Caruaru
Texto e direção/Vital Santos
Classificação etária / Livre

INVESTIMENTO
Inteira / R$ 10,00
Meia entrada / R$ 5,00 (comerciário/dependente, estudante, professor, artista, idoso)

O Sesc Caruaru fica na Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis – Caruaru.
Mais informações:
(81) 3721 3967
culturasesccaruaru@gmail.com
Alex Deplex - Assistente de Cultura Local
SESC CARUARU

quinta-feira, 25 de março de 2010

MOSTRA JODOROWSKY DE CINEMA


De 24 a 27 de março de 2010, sempre às 19h30min, será exibida a Mostra Jodorowsky de Cinema, realizada no Teatro Rui Limeira Rosal, no Sesc Caruaru.

24/03/2010 – A GRAVATA – 19:30
La Cravate ( França 1957 )
Direção/Alejandro Jodorowsky
Roteiro/Jean Cocteau e Alejandro Jodorowsky
Produção/Dense Brosseau e Saul Gilbert
Elenco/Raymond Devos, Marthe Mercure Jean-Marie Proslier
Duração/21 minutos
Classificação Etária/ LIVRE

Em 1957, Jodorowsky fez suas primeiras experiências no mundo das imagens em movimento filmando em Paris uma versão muda de um conto de Thomas Mann, sobre uma garota que vende cabeças. O filme, considerado perdido, foi recentemente encontrado na Alemanha. “Não tinha experiência nenhuma quando filmei La Cravate (...)” disse Jodorowisky, “mas nela se pode apreciar que eu já era diretor. Um artista precisa ser como Jean Cocteau... esquizofrênico. Necessita ser muitas pessoas ao mesmo tempo, não apenas uma”.



25/03/2010 – FANDO E LIS – 19:30
Fando y Lis ( México 1968 )
Direção/Alejandro Jodorowsky
Roteiro/Fernando Arrabal e Alejandro Jodorowsky
Produção/Juan López Moctezuma e Roberto Viskin
Elenco/Sergio Klainer, Diana Mariscal, María Teresa Rivas
Duração/93 minutos
Classificação Etária/18 ANOS

A principio concebido como uma livre adaptação de uma performace-art escrita por Fernado Arrabal, este filme é um mostruário de personagens perdidos que transitam lastimosamente por labirintos caminhos de incomunicabilidade. Poesia Lírica e imagens de beleza magnética são as constantes de uma história sobre o não-amor da humanidade, que se oculta mascarado atrás dos vincos doentios da hipocrisia, da aparência e da simulação. Impregnado pela semente do movimento Pânico funadado em 1962 por Alejandro Jodorowsky, Fernando Arrabal e Roland Topor.

Banido no México, a carreira única de Alejandro Jodorowsky começa com esta bizarra história de inocência corrompida, amor sadomasoquista e paraíso intangível. Criada a partir de memórias dispersas de uma peça de Fernando Arrabal, a alucinação sublime de Alejandro mostra o impotente Fando e sua namorada paralítica em busca da cidade encantada de Tar, onde o êxtase espiritual reside. A incrível viagem leva o casal ao caos urbano, desertos escaldantes, montanhas traiçoeiras; suas próprias lembranças de tudo que há de mais característico na obra autoral, provocativa e incendiária de Jodorowsky no início de carreira.


26/03/2010 – EL TOPO – 19:30
El Topo ( México 1970 )
Direção e roteiro/Alejandro Jodorowsky
Produção/Juan López Moctezuma, Moshe Rosemberg e Roberto Viskin
Elenco/Alejandro Jodorowsky, Brontis Jodorowsky, Afonso Arau, Mara Lorenzio
Duração/124 minutos
Classificação Etária/18 ANOS

Envolto numa roupagem alegórica e repleto de cifrados simbolismos, o filme narra as andanças de um pistoleiro místico (EL TOPO), interpretado pelo próprio Alejandro Jodorowsky, através do deserto do distante Oeste, numa epopéia surrealista na qual se superará em duelos para conseguir atribuir-se o êxito de ser a pistola mais rápida do Oeste. Um encontro cósmico profundamente influenciado pelas “obras pânicas”, este filme significou o tiro de saída do circuito alternativo das Sessões Malditas propulsado pelo distribuidor Bem Barenholtz.



27/03/2010 – A MONTANHA SAGRADA – 19:30
The Holy Moutain ( México 1973 )
Direção e roteiro/Alejandro Jodorowsky
Produção/Alejandro Jodorowsky, Allen Klein, Robert Taicher e Roberto Viskin
Elenco/Alejandro Jodorowsky, Horacio Salinas, Zamira Saunders, Juan Ferrara
Duração/113 minutos
Classificação Etária/16 ANOS

Jodorowsky interpreta o papel do “alquimista”, que reúne um grupo de pessoas que representam os planetas do Sistema Solar. Sua intenção é submeter o grupo a uma série de ritos da natureza mística para que se desprendam de sua bagagem “mundana” antes de embarcar numa viagem em direção à misteriosa Ilha de Loto. Uma vez na ínsula iniciam a ascensão à Montanha Sagrada para substituir os deuses imortais que em segredo dominam o mundo. Nunca ninguém tinha visto nada igual até a data do lançamento deste filme. Foi a grande obra ovacionada no Festival de Cannes em 1973.


O acesso às sessões é GRATUITO.

O Sesc Caruaru fica na Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis – Caruaru.

Mais informações:
(81) 3721 3967
culturasesccaruaru@gmail.com
Alex Deplex - Cultura
SESC CARUARU

ALEJANDRO JODOROWSKY

Jodorowsky iniciou a carreira no cinema incompreendido pelo público. Era 1968, exibição de Fando e Lis no festival de Acapulco no México. O diretor teve de sair do teatro pela porta dos fundos. Já o segundo longa-metragem, lançado timidamente numa madrugada de 1970, no EUA, ganhou enorme repercussão, devido à admiração expressa de John Lennon e Yoko Ono, que assistiram incidentalmente à película. El Topo obteve assim bilheteria expressiva e ficou marcado como o primeiro “midnight movie”, mudando para sempre a estratégia de promoção dos filmes underground.

Cineasta, dramaturgo, literato, ensaísta, tarólogo especialista em psicomagia, Jodorowsky é fundador do Teatro Pânico com os surrealistas espanhóis Arrabal e Topor. É também reconhecido como grande autor de historias em quadrinhos, e considerado um dos precursores da arte multimídia. Ícone da arte contemporânea é um artista típico da contracultura européia dos anos 60/70. No entanto, devido a anos de litígio entre o cineasta e seu produtor, há até pouco tempo o público não tinha acesso a sua obra, a não ser por exibições clandestinas ocasionais. Em 2006 os filmes Fando e Lis e El Topo foram exibidos em Cannes, após restaurações. No Brasil, a cinemateca do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro fez raras exibições. Mas, em 2007, quando o Centro Cultural Banco do Brasil realizou o festival em sua homenagem, apresentado seus sete filmes, mais pessoas puderam conhecê-lo. Na ocasião foi criado este catálogo, agora reeditado em parceria do SESC com o CCBB, com o propósito de ampliar a visão acerca da arte do cineasta.

Além de sinopses de películas do artista, esta publicação apresenta resumos de documentários afins com o universo jodorowskyano, com artigos, depoimentos, entrevistas e um texto do próprio diretor. A Mostra Jodorowsky promovida pelo SESC exibe seus quatro primeiros trabalhos: o curta-metragem Le Cravate (1957), e os longas -metragens Fando e Lis (1968), El Topo (1970) e A Montanha Sagrada (1973), circulando por 22 estados, através do CineSESC.

Serviço Social do Comércio



O mago multimídia

Alejandro Jodorowsky é um dos artistas precursores do que hoje se conhece como “multimídia”: um homem de inúmeras facetas que desafia e extrapola todos os limites do espiritual na arte.

Diretor de cinema e teatro, ator, produtor, compositor, escritor, autor teatral, filósofo, humorista, especialista em tarô e reconhecido mestre dos quadrinhos; enfim, um personagem errante em busca da “iluminação terrestre”. Antes de tudo, Jodorowsky é um fabulador visionário e encenador original, um criador de imagens poderosas e perturbadoras que sedimentam a iconografia latino-americana. Polêmico, anarco-alquimista, acusado invariavelmente de farsante e visto com desconfiança por parte da crítica especializada, Alejandro “não se leva a sério” e, exalando ironia, segue exercendo inegável influência na produção residual de vanguarda. Autor de um conjunto de seis longas-metragens e alguns curtas construiu uma obra desconcertante que continua atraindo um séquito de admiradores em torno da magia de seu cinema. Até a indústria hollywoodiana se rendeu aos seus encantos. Superproduções como Alien, Blade runner e Guerra nas Estrelas, se “apropriaram” - segundo o próprio diretor - de conceitos-chave do seu repertório. Cineastas contemporâneos de prestigio, como David Cronenberg, os irmãos Coen e David Lynch lhe são tributários confessos.

Filho de Fellini com Artaud, Jodorowsky é descendente de imigrantes russos e traz na raiz de sobrenome (conforme indicação em seu site) “olhos de ouro”. Nascido no Chile, em 1929, viveu também no México por vários anos e na França, onde reside até hoje e faz suas sessões de tarô às quartas-feiras, num café parisiense.

Desde cedo teve fascínio pelo absurdo e quis “salvar” o surrealismo de preceitos que não aceitava como o desprezo pela cultura popular. Flertou com Buñuel e após encontros com André Breton, escritor e principal teórico do movimento, passou a investir mais na potencialidade onírica da linguagem.

No teatro, dirigiu peças de autores como Beckett, Ionesco e Strindberg. Aos 17 anos, foi a Paris para ser aluno e assistente do mímico Francês Marcel Marceau. Lá conheceu o ator e teatrólogo espanhol Fernando Arrabal, e do encontro resultou o Movimento Pânico, que reuniu também Roland Topor. O nome fazia alusão ao deus Pan que se manifesta, segundo Jodorowsky, por meio de três elementos básicos: terror, humor e simultaneidade. “É uma busca intensa para transcender a sociedade aristotélica e deixar um legado que impulsione a humanidade a uma nova perspectiva”, sustenta o idealizador. Em 1968 dirige seu primeiro filme, fruto deste movimento Fando e Lis, uma historia de amor surreal adaptada de uma peça de teatro de Arrabal, que foi seu corroteirista. Todavia, como rito de iniciação no cinema, realizou em 1957, o ensaio do curta-metragem A gravata, baseado em texto de Thomas Mann. Em 1970 roda El Topo no México, um faroeste metafísico que causou furor na cena underground, se tornando um verdadeiro cult, inaugurando as sessões à meia-noite, o filme entrou em cartaz numa pequena sala em nova York, freqüentada pelo Grupo Fluxus, e siderou Yoko Ono e seu marido-Beatle, John Lenonn - que decidiu comprar os direitos de distribuição da película para todo os Estados Unidos, além de investir US$ 1 milhão na próxima aventura cinematográfica do realizador latino: A Montanha Sagrada (1973), obra sobre a busca alquímica da imortalidade. Condenado ao limbo durante anos, o filme voltou à tona mais tarde pela “descoberta” do cantor pop Marilyn Manson, que utilizou fragmentos da Montanha em seu vídeo The Dop Show (1988) e aderiu, inclusive, aos princípios da Psicomagia.

Dois anos depois em 1975, jodorowsky inicia um empreendimento monumental: a adaptação cinematográfica de Duna, a já clássica obra de Frank Herbert, para qual convocou como parceiros alguns dos maiores mestres do fantástico: Jean “Moebius” Giraud, HR Giger. Cris Foss e Dan O´Bannon. O elenco desta mega produção incluiria personalidades como Salvador Dali, Gloria Swanson, Orson Welles, Charlotte Rampling, Mick Jagger e David Carradine. A trilha sonora seria composta pelo Pink Floyd. O filme deveria ter dezesseis horas para poder “mostrar o processo e a iluminação de um herói, de um povo e de todo um planeta.” Chegou a iniciar a pré-produção, mas os produtores americanos se retiraram do projeto quando perceberam o “tamanho da encrenca” e o filme se transformou no “mais aguardado filme nunca realizado”. David Lynch acabou filmando Duna em 1984. Outro projeto ainda não concretizado por problemas de produção é Os filhos de El topo. Neste filme, contrariando os produtores que sempre exigiram atores famosos no elenco, Jodorowsky insiste em escalar seus dois filhos como protagonistas.

A trama transcorre depois do apocalipse nuclear, quando toda a terra se torna um deserto, exceto a ilha onde o corpo de El Topo foi cremado. Os filhos de El Topo, Caim e Abel, foram separados pelo pai quando pequenos porque ele temia que Caim pudesse matar Abel. Com a morte da mãe de ambos, eles se juntam para cremar o corpo dela junto ao pai. A partir daí seus destinos deverão se cumprir. Desencantado com Duna, o cineasta volta em 1979 dirigindo o renegado Tusk, que através da historia singela de um elefante revisita a tradição espiritual indiana. Em 1989, com Santa Sangre, ambientado no México, produzido por Claudio Argento e interpretado pelos filhos de Jodorowsky, Adel e Axel, retorna ao universo surreal e faz grande sucesso entre os cinéfilos. Em 1990, O ladrão do arco-íris, com Peter O´Toole, Omar Sharif e Cristopher Lee, evidencia a sua paixão pelas cartas adivinhatórias, o Tarô.

Os estudos místicos de Jodorowsky o transformaram numa referência internacional, sobretudo a partir da reconstrução do Tarô de Marselha em 1998, juntamente com o mestre das cartas Philippe Camoin. Eles restauram as cores e os símbolos originais das cartas e mergulham numa investigação que conduz à descoberta de segredos “escondidos” há séculos. Uma verdadeira revolução na historia desta prática milenar. O cineasta amplifica, desde então, sua militância mística e passa a fazer rituais de “cura” em lugares públicos e consultas on-line, notabilizando a Psicomagia como alternativa terapêutica, visando “sanar os bloqueios materiais-corporais, sexuais, emocionais e intelectuais que impedem o individuo de cumprir seu destino na vida”. Uma espécie de auto-ajuda “politizada”, como pratica da mesma forma o teatrólogo Plínio Marcos, no final da vida.

A sua trajetória nos quadrinhos traz historias que marcaram época. A saga futurista Aníbal 5, de 1966, seu primeiro trabalho na modalidade, é uma serie que mostra um universo inovador,entre o fantástico e a ficção cientifica, povoado por estranhas criaturas. Fábulas pânicas, por sua vez, vem a seguir e revela o caráter mais espiritual e filosófico da obra do autor. Nesse trabalho de 1967, em que é desenhista, argumentista e colorista, Jodorowsky se coloca como personagem e tem conversas e troca de impressões com um “Mestre” quase-divino. Porém, foi somente em 1980, com o ciclo As Aventuras de John Difool (Incal), feito em parceria com o mito dos quadrinhos Moebus que ele alcança a devida notoriedade, revolucionando a abordagem da ficção cientifica, Incal volumes 1 e 2 e , mais recentemente, a saga da família Bórgia, foram editados no Brasil. Caracterizadas por um profundo misticismo e por tramas subjetivas e complexas, todas essas narrativas inauguram uma espécie de quadrinho new age. Para ele, “quadrinhos são uma forma de arte. Qualquer arte oferece infinitas maneiras de se expressar. Não existem artes idiotas e sim artistas idiotas”.

Na literatura, destaque para Quando Teresa brigou com Deus, inspirado numa frase de outro artista multimídia, o “papa do surrealismo”, Jean Cocteau: “Cada pássaro canta melhor na sua árvore genealógica.” Este livro também foi editado no Brasil. A literatura de Jodorowsky é um ato de transformação onde se sobressai o realismo mágico, num cruzamento de realidade histórica, através da qual são veiculadas as aspirações políticas e sociais de um povo, e o universo do autor, que transmite a ancestralidade da cultura desse povo; o mito, “registro enfabulado e visceral tão envergonhado do que aconteceu no dia anterior como esperançoso por uma nova madrugada, e que dificilmente se encontra noutras culturas em que a transmissão vertical de tradições entre avós e netos não tem raízes”.

Com a vinda de Jodorowsky pela primeira vez ao Brasil, a Mostra - além de homenagear um grande artista - proporciona o acesso a uma obra praticamente inédita no país, conhecida apenas por apresentações esporádicas no Festival do Rio e sessões malditas para o publico seleto de cinéfilos. Finalmente, sua filmografia completa será apresentada no Rio, em São Paulo e em Brasília como originalmente foi concebida em bitola 35 mm e inteiramente legendada. Por conflito com os produtores, a obra de Jodorowsky circulava com cópias feitas há 30 anos. Reconciliados diretor e produtor, os filmes foram restaurados e uma caixa com Dvds remasterizados já foi distribuída no mercado europeu e americano.

Na lista de atrações inéditas, destaca-se A gravata (1957), primeiro curta-metragem do diretor, que foi roteirizado por Jean Cocteau e dado como perdido. Sua matriz foi encontrada recentemente na Alemanha e a partir dela foi feita a cópia que o público da mostra poderá assistir. Outro destaque é O Ladrão do arco-íris (1990), o ultimo filme dirigido por jodorowsky, uma produção inglesa inédita no Brasil.

Ao programar os seus filmes e expor amplamente os “signos do pânico” que iluminam o nosso imaginário arquemítico, o CCBB reativa um diálogo intercontinental que foi interditado pela tragédia político-economica que se abateu na América Latina no final dos anos 60. É fundamental se ouvir a vez e conhecer a imagem do artista enigmático Alejandro Jodorowsky, um sopro de inquietação e insanidade muito bem-vindo à praia audiovisual brasileira.

Salve Julio César de Miranda (pelas pérolas de Polytheama)! Evoé Carlão Reichenbach, mestre incentivador e iniciador do Jodô (“Sessão Comodoro”) pela decisiva alquimia! E, finalmente em memória do autor-cura-dor Roberto Ronchezel, um dos idealizadores do Festival Jodorowsky, vamos brindar a ansiada presença entre nós do mago-multimídia que atravessou todas as fronteiras da arte!

sexta-feira, 12 de março de 2010

ESPETÁCULO “CONCERTO DE ISPINHO E FULÔ” - SESC CARUARU

ESPETÁCULO “CONCERTO DE ISPINHO E FULÔ” ENCENA O UNIVERSO DO POETA PATATIVA DO ASSARÉ NO CEARÁ E PERNAMBUCO.

Com direção de Rogério Tarifa, a Cia. do Tijolo reúne artistas de três importantes grupos de teatro da cidade de São Paulo e apresenta em cidades do Ceará e Pernambuco seu primeiro espetáculo, “Concerto de Ispinho e Fulô”, inspirado na vida e na obra do poeta Patativa do Assaré.
*Vencedor do Prêmio CPT 2009 de Melhor Projeto Sonoro
*Duas Indicações ao Prêmio Shell 2009
(Categoria Especial pela pesquisa e montagem do espetáculo e Direção Musical)
*Indicado ao Prêmio CPT 2009 de Melhor espetáculo em espaço não-convencional

A „Rádio Caldeirão, conexão São Paulo/Assaré‟, inicia sua homenagem ao poeta Patativa do Assaré e ao Sítio Caldeirão de Santa Cruz dos Desertos. No centro do palco, o poeta Patativa nasce dos escombros do Sítio Caldeirão. Uma companhia de teatro vinda de São Paulo faz uma viagem no tempo e chega ao Cariri com o objetivo de entrevistar Antônio Gonçalves da Silva, o Poeta. À medida em que Patativa engendra seus versos, desfilam diante dos olhos do público as dores da seca, os animados bailes de sua gente, a receptividade do sertanejo, a graça de suas histórias, seus desejos e suas inquietações, suas esperanças e desilusões. O que seria uma entrevista costumeira, se transforma em um grande passeio, um verdadeiro encontro entre seres humanos e entre dois mundos tão próximos e ao mesmo tempo tão distantes: São Paulo-Assaré/Brasil.

“Concerto de Ispinho e Fulô”, espetáculo brotado da vida e da obra do poeta Patativa do Assaré, sob a ótica das concepções do educador Paulo Freire acerca da formação do sujeito consciente, traz à tona a sua incansável e constante luta pelos direitos igualitários entre os homens, a exaltação à natureza e a sua adorada terra, a irreverência poética. É um espetáculo envolvente e emocionante, no qual os espectadores participam como se estivessem no quintal da casa do Poeta, tomando café, dando seus depoimentos, iluminando a cena e cantando.

Contemplado pelo Concurso de Apoio a Projetos de Produção de Espetáculo Inédito da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo através do Programa de Ação Cultural 2008, e agora em turnê pelo Nordeste com apoio do Governo Federal (FUNARTE), do SESC Ceará, do SESC Pernambuco e da Fundação de Cultura e Turismo de Caruaru, esse é o primeiro espetáculo teatral da recém-formada Cia. do Tijolo. Essa jovem companhia reúne artistas de três importantes companhias de teatro de São Paulo, como os atores Dinho Lima Flor e Fabiana Vasconcelos Barbosa, ex-integrantes da Casa Laboratório para as Artes do Teatro; Rodrigo Mercadante e Karen Menatti, atores do Teatro Ventoforte; e o diretor Rogério Tarifa, integrante da Cia. São Jorge de Variedades, na qual dirigiu a peça O Santo Guerreiro e o Herói Desajustado, ganhador do prêmio Shell de melhor figurino 2008, criação da figurinista Silvana Marcondes, que assina o figurino de “Concerto de Ispinho e Fulô”. O desenho de luz é do iluminador Fábio Retti, também ganhador do prêmio Shell de Iluminação, em 2007, por seu trabalho em O Homem Provisório.

A música tem presença marcante em “Concerto de Ispinho e Fulô”. Executada ao vivo por um violão, uma viola, um acordeom e percussão, ela remete a musicalidade dos poemas de Patativa. A escolha das músicas foi cuidadosamente feita com base numa pesquisa sobre as sonoridades do sertão e nas cantigas cantadas há muitas gerações pelo povo. Passa por compositores como Luiz Gonzaga, Nelson Cavaquinho e Adoniran Barbosa, entre outros, além de composições inéditas de Jonathan Silva.

“Concerto de Ispinho e Fulô” é mais que contar causos com a graça própria dos poemas de Patativa. É também apresentar para o público que não conhece esse grande poeta a sua causa humanista e universal, o seu lirismo incomum, a sua capacidade de expressão no campo musical e, sobretudo, a perspicácia de quem vive as peculiares circunstâncias do seu sertão, interpretando como poucos os sentimentos de sua gente.

Não se trata, no entanto, de um espetáculo biográfico. É, antes de mais nada, uma apologia à vida elevada ao estado de poesia pura, ao poder da poesia que tem como linha mestra a comunicação direta e pungente; é também uma reflexão sobre a identidade sertaneja em contraste com o estilo de vida nas grandes cidades.
Sobre Patativa do Assaré

De Antônio Gonçalves da Silva a Patativa do Assaré. Do homem ao Poeta.
“Sou brasileiro filho do nordeste. Sou cabra da peste, sou do Ceará”.
Qual caminho percorre um homem semi-analfabeto com todo um mundo contra si, até atingir a poesia? Gênio, genética, sorte, estado de graça? Pode essa trajetória ética/estética, sendo destrinchada, interessar a nós, habitantes das grandes cidades do século 21? A Cia. Do Tijolo acredita que sim. E aí está a razão de seu trabalho, e nessas perguntas, os motores primeiros de sua pesquisa.

As penas acinzentadas, as asas e cauda pretas da patativa, pássaro cantador que habita o Nordeste brasileiro, batizaram o poeta Antônio Gonçalves da Silva, conhecido como Patativa do Assaré, quem complentaria 100 anos em 2009. Filho de agricultores, Patativa nasceu no dia 5 de março de 1909, em Serra de Santana. Poeta autodidata com apenas seis meses de estudo formal, Patativa ganhou projeção em todo o Brasil nos anos 50 por ocasião da regravação de "Triste Partida", toada de retirante gravada por Luiz Gonzaga.

Desde cedo, o menino Antônio Gonçalves da Silva teve que se dedicar a roça, espaço síntese de labor e criação, onde natureza e cultura dialogavam e se ofereciam como seu laboratório. Ainda criança, começou a perder a visão, vítima de uma doença chamada por ele de “mal dos olhos”. Ainda assim, curioso de tudo o que havia em volta e além, o pequeno Patativa ensaiava seus vôos versejando enquanto carpia. A idade adulta chegou com o mesmo cenário com as mesmas dificuldades, porém com vôos mais altos: poesia difundida em livros, em discos, em filmes e objeto de análise em universidades e uma legião cada vez maior de admiradores e fãs. Sua poesia denunciou e denuncia as injustiças sociais, que somadas ao clima pouco favorável do sertão, fazem a tragédia cotidiana do povo sertanejo. Mas o Poeta também falou do amor, do vício, contou histórias, tratou enfim da experiência humana. Faleceu no ano de 2002 em Assaré.

A vida e a obra de Patativa vêm despertando cada vez mais o interesse de pesquisadores, com publicações de antologias, estudos críticos e produções audiovisuais. Poeta itinerante, criador de imagens definitivas, como “Brasil de Cima e Brasil de Baixo”, pioneiro na luta pela Reforma Agrária no país. Sobre sua obra, convencionou-se afirmar que “o que faz a força e o sabor da poesia de Patativa é, sem dúvida, o vínculo indestrutível entre o poeta, o sertão e o público”. Por isso, esse espetáculo busca trazer à tona, através de seus versos, a dramaticidade pungente da lira e da vida pessoal do Trovador do Assaré, seus elementos musicais, e a atmosfera do sertão.

Patativa, poeta humanista, homem simples e profundo. Através de suas trovas transmuta em arte o sofrimento de um povo. Cantar e contar sua poesia e suas histórias é proporcionar aos espectadores a oportunidade de reviver sua própria história através de um resgate musical, sonoro e poético. Em um Brasil que ainda tem suas raízes fincadas no jeito simples de se viver, na generosidade interiorana de se receber um estranho, na religiosidade e no silêncio para entender tanto as vozes dos pássaros como as vozes Deus, a poesia de Patativa é uma travessia do regional para o universal, tocando cada espectador por sua graça e por sua pungência.
Sobre a Cia. do Tijolo

Patativa, Paulo Freire, e a Cia. do Tijolo
Por Rodrigo Mercadante

A idéia de fundar a Cia. Do Tijolo surgiu do desejo de Dinho Lima Flor de criar um trabalho sobre a vida e a obra do poeta Patativa do Assaré. Juntaram-se a ele Fabiana Vasconcelos Barbosa e Rodrigo Mercadante. De um primeiro contato com seus poemas, nasceu o show “Cante Lá que eu Canto Cá”, uma espécie de sarau literário e musical. Mas não foi o bastante. Na medida em que se aprofundavam na obra do poeta, perceberam que o Show não era o suficiente para abarcar a complexidade da obra, e principalmente, não revelava ao público a singularidade da trajetória de vida desse agricultor, poeta e cantador.

Foi a partir desse desejo de mergulhar a fundo na vida e na obra do Poeta que formou-se um grupo de pessoas interessadas em descobrir qual seria a melhor forma de levar Patativa aos palcos. Era preciso que se encontrasse um ponto de vista, um ponto de partida para poder LER Patativa e encará-lo sem se perder na infinidade de assuntos dos quais ele trata ou sem cair na tentação de simplesmente dramatizar sua biografia.

A luz veio em uma conversa entre Rodrigo Mercadante, o diretor Ilo Krugli e a educadora Rita Roseno, em Theotônio Villela, cidade com um baixíssimo índice de desenvolvimento humano localizada no interior de Alagoas. De uma conversa sobre o fato de o Brasil possuir um dos maiores índices de analfabetismo funcional do mundo, veio o assombro com a contradição desse fato acontecer no país onde o grande educador Paulo Freire desenvolveu sua pedagogia do oprimido. A Pedagogia do Oprimido consiste em partir da realidade do alfabetizando, do valor pragmático das coisas, de suas situações existenciais, para fazê-lo alçar vôo em direção ao entendimento de seu lugar, enquanto sujeito da história.

A conexão se fez imediatamente. Patativa foi um homem que estudou só seis meses e desenvolveu extraordinariamente em si as possibilidades poéticas, práticas, reflexivas no manejo da língua. Qual caminho percorreu Antônio Gonçalves da Silva até alçar vôo e chegar à Patativa? Talvez as concepções de Paulo Freire sobre o conhecimento e sobre o ser humano nos desse um norte para a leitura e análise da obra do mestre cearense.

E é aí que se explica o nome do grupo Cia. Do Tijolo. O primeiro passo no processo de alfabetização do método criado por Paulo Freire é o levantamento do universo vocabular dos grupos com que se trabalha; são palavras ligadas às experiências existenciais, profissionais e políticas dos participantes dos diferentes grupos. Foi assim que em Brasília, cidade ainda em construção nos anos 60, surgiu entre os estudantes de Paulo Freire a palavra TIJOLO.

Para essa aventura de criar um trabalho conjunto, vieram Rogério Tarifa, Karen Menatti, Aloísio Oliver, Maurício Damasceno, Jonathan Silva e Thais Pimpão. Com eles, as histórias pessoais e profissionais de cada um. Vieram as experiências com Ventoforte, Casa Laboratório para as Artes do Teatro e Cia. São Jorge. Vieram Tacaimbó, Belo Horizonte, Maringá, Vitória e São Paulo. E hoje, a Cia. do Tijolo vive a aventura de construir o que é a Cia. Do Tijolo. Por enquanto a Cia. do Tijolo é um recém-nascido que tateia e deseja. Tijolo é sua palavra geradora, seu princípio de orientação na construção do “Concerto de Ispinho e Fulô”.
Para Roteiro:
CONCERTO DE ISPINHO E FULÔ

Dramaturgia: Cia. do Tijolo a partir da vida e da obra do poeta Patativa do Assaré.

“Concerto de Ispinho e Fulô”, espetáculo teatral brotado da vida e da obra do poeta Patativa do Assaré sob a ótica das concepções do educador Paulo Freire. A montagem traz à tona a incansável e constante luta de Patativa pelos direitos igualitários entre os homens, a exaltação à natureza e a sua adorada terra e sua irreverência poética. Busca também as relações possíveis entre dois mundos aparentemente distantes: a megalópole São Paulo e o Sertão, o erudito e o popular, o urbano e o rural. Indicado ao Prêmio Shell 2009 (Direção Musical e Categoria especial, pela pesquisa e montagem do espetáculo) e ao Prêmio CPT 2009 (Projeto Sonoro e Melhor espetáculo em espaço não-convencional). Com a Cia. do Tijolo. Direção: Rogério Tarifa – Elenco: Dinho Lima Flor, Lilian de Lima/Fabiana Vasconcelos Barbosa, Karen Menatti, Rodrigo Mercadante e Thais Pimpão - Músicos: Aloísio Oliver, William Guedes/Jonathan Silva, Maurício Damasceno - Direção Musical: William Guedes - Figurino: Silvana Marcondes - Desenho de Luz: Fábio Retti - Composições: Jonathan Silva e Dinho Lima Flor - Produção: Elisa Dutra.
Duração: 120 minutos. Espetáculo recomendável para maiores de 14 anos.


Contato Produção:
Elisa Dutra
elisa.dutra@gmail.com
88 9980-3132 /11 9453-2048 /11 7577-8700
DATA: 20/03/2010 (SÁBADO)
LOCAL: TEATRO RUI LIMEIRA ROSAL (SESC CARUARU)
INVESTIMENTO:
Inteira / R$ 10,00
Meia entrada / R$ 5,00 (comerciário/dependente, estudante, professor, artista, idoso)

O Sesc Caruaru fica na Rua Rui Limeira Rosal, s/n, Petrópolis – Caruaru.

Mais informações:
(81) 3721 3967
culturasesccaruaru@gmail.com
Alex Deplex - Cultura
SESC CARUARU